Profissão coach: a verdade sobre a orientação profissional

Natália Collor

Em tempos de discussão sobre a criminalização da profissão coach, existem, também, outras visões e pautas em defesa dessa atividade. Entre elas, o debate sobre uma possível regulamentação da atividade. Como por exemplo, aquela exercida por profissionais que auxiliam jovens na entrada do mercado de trabalho através do coach vocacional.

Mas o que é, de verdade, a profissão de coach?

O propósito da profissão coach é cooperar com outra pessoa para que este indivíduo atinja seus objetivos e metas. Isso se dá por meio da exploração de competências, mudanças de hábitos e comportamentos. Além de novas atitudes, planejamento e ação.

Segundo o Master Coach, Maurício Sampaio, um coach externo é um profissional sem vínculo empregatício, contratado por um tempo determinado e para uma demanda específica. No caso do coaching vocacional, são oferecidas orientações para um aluno ou até mesmo um grupo de alunos com dificuldades na escolha profissional.

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Este tipo de orientação profissional e vocacional tem como finalidade dar suporte para alunos. Assim, eles têm ainda mais assertividade na hora da escolha profissional. Nesse caso, o quanto antes o estudante souber qual o caminho que quer seguir, pode mudar de curso caso seja necessário ou já ingressar em um curso que faça sentido para sua vida.

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Quando investir em orientação de carreira?

São momentos de transição que podem levar estudantes a procurarem um coach vocacional. Seja quando entram na universidade, se preparam para ingressar no primeiro emprego ou quando estão em transição de carreira.

Como esta orientação acontece?

Em resumo, são ações como o acompanhamento da vivência prática junto a um profissional formado, entrevistas dirigidas, contato com futuros empregadores e “colocar-se na pele” de um profissional da área que pretende atuar, que podem ajudar os estudantes neste processo.

Estas são algumas das atuações, em síntese, que Eduardo Muller, profissional de RH com mais de 40 anos de mercado e coach focado em executivos há 20 anos, tem com seus coachees. O conselho de Eduardo é ver os momentos de transição da vida como períodos que podem surpreender. “Lembre-se daquele velho e sábio ditado ‘a vida é uma caixinha de surpresas'”, sugere.

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Acompanhar profissionais formados em seu ambiente de trabalho pode ajudar na decisão de qual carreira seguir. Foto: Pexels

Por fim, orientação de programa de coaching vocacional para jovens é um instrumento balizador para a tomada de decisões sobre as ações a serem tomadas pelo aluno. As etapas de um programa passam por desenvolver o autoconhecimento e habilidades, descobrir as competências de organização, pesquisa e planejamento para que o aluno comece a explorar seus principais talentos.

Para que o coaching vocacional aconteça, o aluno deve ter muita seriedade, dedicação e compromisso. De tal forma que este seja o primeiro passo para ele mesmo comandar seu destino.

Veja como o aluno deve encarar o coaching para a experiência ser efetiva:

  • Envolvimento no processo de coaching. Ou seja, mergulhar a cabeça realizando todos os desafios em casa ou nos encontros;
  • Pontualidade nos encontros e datas marcadas, para que o ritmo de trabalho não seja quebrado;
  • Pesquisar, recolher materiais em livros e sites. Neste momento qualquer informação é muito importante e válida para a decisão final;
  • Disposição para realizar pesquisa de campo e coletar informações. Isso é elementar para a tomada de decisão e composição de seu projeto de vida.

Este processo pode não determinar a futura ocupação e profissão, mas auxilia fortemente em errar menos na escolha.

Boa sorte na sua escolha profissional!

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