Autoconhecimento: como ele pode ajudar você a encontrar o trabalho ideal

Natália Collor

Escolher uma carreira ou mudar de área após um período longo trabalhando em um mesmo setor pode ser desafiador. A psicóloga Manoela Ziebell conversou com a Symplicity sobre a importância do autoconhecimento nesse processo de decisão.

A profissional aponta que as pessoas que estão neste momento de escolha de carreira não percebem os benefícios do o autoconhecimento. Ele pode, além de ajudar a entender melhor seu perfil, levá-las para escolhas com mais compatibilidade com seus interesses e ambições. “Muitas vezes quando alguém busca um psicólogo para orientação de carreira, espera que eles deem o “caminho das pedras”. O que os profissionais devem se dar conta é que a resposta está dentro deles. Devem identificar aquilo que gostam e se interessam, por exemplo, para chegar onde realmente se quer”, analisa.

Diferentes perspectivas para diferentes perfis

No caso dos jovens que estão na faculdade há pouco tempo e muitas vezes não têm tantas responsabilidades, esse processo pode ser mais leve. Mas quando são adultos em busca de ajuda por estarem desempregados, as pressões, muitas vezes, são maiores. Por isso, o caminho para encontrar um novo emprego pode ser encurtado em uma escolha que talvez não represente o melhor para esta pessoa. “Esse tipo de perfil de profissional não tem muita paciência para refletir sobre seus comportamentos e gostos”, explica Manoela. Assim, eles pegam a primeira oportunidade e pouco tempo depois acabam saindo por não estarem felizes ou são desligados por não se encaixarem na vaga.

Como começar a exercitar o autoconhecimento

A dica que Manoela dá é começar a exercitar o autoconhecimento olhando à sua volta mas, principalmente, para dentro de si. A técnica mais eficaz é escrever em um papel a fim de materializar suas ideias e sentimentos.  A psicóloga sugere: “Em uma folha, escreva as coisas que você faz bem e gosta de fazer. As coisas que faz bem mas não gosta de fazer, as coisas que não sabe fazer tão bem mas gosta de fazer. E o que não faz bem e não gosta. Após o processo de colocar no papel, vem o momento mais desafiador que é olhar estas tarefas com um olhar crítico”.

O que você faz bem e não gosta, por exemplo, deveria deixar de ser feito. Enquanto o que não sabe tão bem mas gosta poderia ser exercitado para que você fique melhor na tarefa e se engaje ainda mais.

No caso dos pontos que não faz bem e não gosta, olhe com cuidado para a tarefa e se pergunte se você não gosta por que não exercita o suficiente. Qual o problema dessa tarefa e o que exatamente você não está confortável com ela?

O autoconhecimento e o alinhamento com as próprias habilidades

São várias as formas de buscar o autoconhecimento. Manoela afirma que reconhecer habilidades e interesses é ótimo para ter mais resultado e satisfação na carreira e, assim, encontrar oportunidades que estejam alinhadas com suas habilidades e principalmente com o que realmente faz o seu dia-a-dia profissional mais feliz e produtivo.

Leia mais:

Como utilizar as redes sociais a favor da vida profissional

Planejamento de vida e carreira: veja dicas para organizar o seu ano

Deixe um Comentário