10 competências fundamentais para o mercado de trabalho do futuro

Natália Collor

Até 2020, estima-se que 35% das competências mais procuradas para a maioria das vagas de emprego deva mudar. E, se parece que estamos falando do mercado de trabalho do futuro, leia novamente. Segundo o relatório O Futuro dos Empregos, organizado pelo Fórum Econômico Mundial, isso acontecerá até o próximo ano.

A tecnologia provê uma velocidade cada vez maior para mudanças em todas as áreas de conhecimento. Isso significa que, muito em breve, cenas como carros autônomos circulando pelo trânsito, robôs executando cirurgias delicadas em hospitais e órgãos sendo impressos em 3D para substituir doadores serão comuns nas cidades, por exemplo.

Chamada de Quarta Revolução Industrial, a era da robótica avançada e da inteligência artificial já é uma realidade. A previsão é de que, nos próximos quatro anos, diversas profissões sejam criadas e outras tantas caiam no esquecimento. Máquinas irão assumir funções que hoje são executadas por humanos – mas, algumas delas, robôs não são capazes de realizar.

As habilidades que nos diferenciam da inteligência artificial são o foco de O Futuro dos Empregos, ou seja, quais são as capacidades que serão exigidas dos profissionais até 2020.

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Veja a seguir, na ordem listada pelo relatório

1. Capacidade de resolver problemas complexos

Primeiramente, indicada pelo relatório como a habilidade de resolver problemas inéditos e mal definidos em contextos complexos e do mundo real. Em resumo, trata-se da capacidade de pensar em estratégias para superar obstáculos – mesmo que sejam inéditos ou desconhecidos até então. Considerando a velocidade com que as mudanças acontecem atualmente, é fácil entender por que essa competência é tão relevante.

2. Pensamento crítico

Primeiramente, não basta apenas resolver de forma lógica alguma adversidade; o pensamento crítico envolve também outras capacidades, como habilidade de fazer as perguntas certas, reconhecer a origem do problema e analisar uma mesma questão por diferentes perspectivas.

3. Criatividade

Fundamental não só para criar produtos e serviços, mas também novas formas de se diferenciar de concorrentes e novas metodologias de trabalho. Robôs não conseguem desenvolver alternativas criativas para resolver problemas, por isso os humanos ainda são necessários nessas funções.

4. Gestão de pessoas

A liderança envolve diferentes habilidades, sendo necessário tanto conhecimentos de métodos de trabalho, quanto a capacidade de compreender as pessoas.

5. Trabalho em equipe

Com uma concentração cada vez maior de empresas onde o trabalho multidisciplinar é fundamental para atingir o sucesso, saber trabalhar em equipe se torna uma competência imprescindível. Desse modo, o profissional isolado não produz e tende a não ser útil para a organização.

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6. Inteligência Emocional

Talvez esse seja um dos principais pontos que diferem homens e máquinas: a habilidade que ter empatia após identificar sentimentos alheios. Bem como envolve autoconhecimento, controle emocional, automotivação e habilidade em relacionamentos com outras pessoas.

7. Capacidade de julgamento e tomada de decisões

Analisar o cenário completo para, com base nas informações coletadas e em sua experiência, decidir os próximos passos. Os profissionais do futuro deverão examinar números e metas, assim como encontrar informações relevantes e utilizar todos esses dados para tomar decisões estratégicas.

8. Orientação para serviços

Com a aproximação cada vez maior entre empresas e consumidor final, com redução de intermediários, é preciso saber se colocar no lugar do outro para antecipar suas necessidades. Dessa maneira, estar alinhado com o público de seu produto faz com que sua empresa se diferencie de concorrentes por satisfazer suas exigências antes mesmo que estas sejam identificadas.

9. Negociação

Quem sabe negociar é capaz de conseguir bons acordos capazes de representar vantagens estratégicas para as empresas. Além disso, envolve diversas habilidades, como ser um bom ouvinte, colocar-se no lugar do outro e pensar em benefício coletivo.

10. Flexibilidade cognitiva

Por fim, segundo o relatório do Fórum Econômico Mundial, essa habilidade será necessária especialmente nos setores de bens de consumo, comunicação e tecnologia da informação. Por fim, ela refere-se à capacidade de criar ou usar diferentes conjuntos de regras para combinar ou agrupar as coisas de diferentes maneiras.

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